Artista plástica Delphine Boël diz que nasceu após longo relacionamento do soberano com sua mãe, a aristocrata Sibylle de Sélys Longchamps. Advogado de Albert II recorreu de duas decisões judiciais de 2018 que o obrigavam a ceder DNA para análise.

O ex-rei belga Albert II se negou a fazer um teste de paternidade, como a Justiça havia exigido em outubro, para descobrir se é pai da artista plástica Delphine Boël, anunciou seu advogado nesta sexta-feira (1).

O ex-monarca, de 84 anos, decidiu recorrer das duas decisões de junho e outubro de 2018 do tribunal de apelação de Bruxelas, detalhou em comunicado Alain Berenboom.

“Sua Majestade, o Rei Albert II, não se submeterá a uma análise de DNA enquanto o tribunal não emitir a sua sentença”, acrescenta o comunicado.

Delphine Boël assegura ter nascido de um longo relacionamento entre sua mãe, a aristocrata Sibylle de Sélys Longchamps, e o então príncipe-herdeiro Albert, que sempre negou ser seu pai.

O ex-soberano, casado em 1959 com Paola Ruffo di Calabria e pai do atual rei Philippe, sempre negou qualquer parentesco com Boël.

Em 2013, a artista apresentou um processo de reconhecimento de paternidade em um tribunal de Bruxelas.

Em um primeiro momento, em 2017, os tribunais sequer a autorizaram impugnar a paternidade do industrial Jacques Boël.

Mas em uma sentença de 25 de outubro, o tribunal de apelação de Bruxelas rejeitou essa decisão e ordenou que Albert II se submetesse a um teste de DNA.

Segundo Berenboom, o recurso suspende essa obrigação, uma análise jurídica que o advogado de Boël, Marc Uyttendaele, não compartilha, pois “vista a idade dos protagonistas é necessário, como medida de precaução, fazer o teste genético”.

O advogado assegurou à AFP que isto busca “evitar o dever de recorrer a situações desagradáveis e desconfortáveis como fazer um teste de DNA post mortem ou envolver a descendência” de Albert


Por France Presse

01/02/2019