Nascida no Iêmen, Shaima Swileh estava proibida de entrar no país por conta do veto migratório de Trump. Menino está sendo mantido vivo por aparelhoS.

haima Swileh, a mãe ieminita que estava proibida de ver seu filho Abdullah, que está morrendo nos EUA, conseguiu um visto e uma permissão para entrar no país.

O governo norte-americano concedeu um visto I-130, que permite a estrangeiros visitar familiares. A negociação foi intermediada pelo Conselho de Relações Americano-Islâmicas.

O Conselho conseguiu ainda fazer uma vaquinha para pagar o voo de Swileh. A mulher deve sair do Egito no próximo voo com destino aos EUA. A viagem dura até 20 horas. O funeral da criança também será pago pela vaquinha.

Abdullah, 2, tem uma síndrome rara no cérebro e que está afetando agora sua respiração. Ele está sendo mantido vivo com a ajuda de aparelhos.

Tanto ele como seu pai, Ali Hassan, são cidadãos americanos. Por isso Hassan conseguiu autorização para levar o filho para se tratar nos EUA em outubro. Foi a última vez que Shaima viu seu filho.

A mulher estava proibida devido ao veto migratório de Donald Trump que proíbe pessoas de oito países de maioria muçulmana de entrar nos EUA. Segundo o presidente, essa é uma medida para evitar o terrorismo.

Ali Hassan, o pai do garoto, discorda. Em uma entrevista à rede CNN, ele diz que gostaria de ter sua família unida. Ele e a esposa têm mais seis filhos. “O tempo está se esgotando para meu filho, para ser honesto. Tudo o que ela deseja é ver seu filho, e é isso. Queremos ficar juntos”, disse.

Por/ Beatriz Sanz

18/12/2018