Chefe do Gabinete de Segurança Institucional deu detalhes sobre esquema de segurança na cerimônia. Ele pediu cautela e disse que decisão sobre desfile passará pelo presidente eleito.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen, disse nesta terça-feira (18) que ainda não está definido se o presidente eleito Jair Bolsonaro fará o tradicional desfile em carro aberto durante a cerimônia de posse no próximo dia 1º de janeiro.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva em Brasília, na qual Etchegoyen deu detalhes sobre o esquema de segurança previsto para a posse presidencial.

Geralmente, no dia da posse, o presidente eleito desfila pela Esplanada dos Ministérios no Rolls Royce presidencial. Também vão no carro o motorista, um militar, o presidente e algum familiar, em geral o marido ou a esposa. Eles acenam para a população enquanto percorrem o trajeto entre a Catedral de Brasília e o Congresso Nacional, um percurso de cerca de 1,5 quilômetro.

“Esta decisão [sobre o desfile em carro aberto] não está tomada. Ela vai ser tomada em função das circunstâncias que vão evoluindo até a tarde do dia primeiro. E da decisão do presidente”, afirmou o chefe do GSI.

Segundo Etchegoyen, apesar de Bolsonaro ser o primeiro presidente a ser empossado que sofreu uma tentativa de assassinato, o que exige “cautela”, o efetivo de segurança disponível para a cerimônia é “suficiente” para garantir a ordem no dia da posse.

“O que a gente pode assegurar é que a Esplanada estará absolutamente segura para o evento. […] Nunca tivemos um presidente que tenha sofrido uma tentativa de assassinato. Isso exige de quem faz sua segurança a cautela. O presidente Bolsonaro ainda sofre restrições e exige cuidados”, afirmou o general.

“A festa vai estar muito bonita e muito segura, que é o que interessa”, complementou.

Etchegoyen falou ainda sobre supostas ameaças que Bolsonaro vem recebendo. De acordo com o ministro, as ameaças só deixam de ser ameaças quando são plenamente esclarecidas.

“Vamos imaginar: se ele sofreu uma ameça em julho e até hoje ela não está esclarecida, ela ainda é uma ameaça viva. Consequentemente, está no planejamento. É dessa forma que conduzimos a questão”, ressaltou o ministro.

Esquema de segurança

Segundo Etchegoyen, a Esplanada dos Ministérios será fechada para público e carros a partir da 0h do dia 30 de dezembro. No dia 31, não haverá expediente nos ministérios. Ele disse que a medida foi tomada para que seja assegurada tranquilidade durante a festa.

“Para que nós possamos assegurar a todos que venham nesta festa e, obviamente, ao presidente da República e demais autoridades, todas as condições essenciais e necessárias para que tudo transcorra como esperamos e temos certeza que vai transcorrer”, afirmou o ministro.

No dia da posse, o acesso do público só poderá ser feito pela Rodoviária do Plano Piloto. Não serão permitidos no local o porte de:

  • Garrafas;
  • guarda-chuva;
  • fogos de artifício;
  • apontadores laser;
  • animais;
  • bolsas e mochilas;
  • sprays;
  • máscaras;
  • produtos inflamáveis;
  • armas de fogo;
  • objetos cortantes;
  • drones;
  • carrinhos de bebê.

Para este controle, o GSI programou quatro pontos de revista pessoal que serão colocados ao longo de toda a Esplanada. O primeiro será logo na saída da Rodoviária e o último estará localizado na Praça dos Três Poderes.

Ao longo do percurso serão colocados pontos de distribuição de água potável, além de postos médicos. O público poderá contar com diversos telões para acompanhar as cerimônias realizadas dentro do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

O ministro Sergio Etchegoyen não informou o número de homens que trabalharão na segurança no dia da posse.

“O que a gente pode assegurar com muita firmeza é que a Esplanada estará absolutamente segura para a festa do dia primeiro. Sem que isso traga maiores constrangimentos, dificuldades para que as pessoas acessem e participem da festa”, disse.

 
Por Roniara Castilhos

18/12/2018