Testes haviam sido suspensos pela agência na noite de segunda-feira (9) após morte de voluntário. Pausa levou a embate entre Anvisa e Instituto Butantan, que tem parceria para fabricar a vacina e conduzir ensaios no Brasil. Caso também envolve fala do presidente Jair Bolsonaro.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (11), que os testes da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac para a Covid-19, serão retomados no Brasil.

” A ANVISA informa que acaba de autorizar a retomada do estudo clínico relacionado à vacina Coronavac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan”, disse a agência, em nota.

Segundo a Anvisa, a causa do evento adverso que levou à suspensão dos testes, há dois dias, está em investigação. O boletim de ocorrência relacionado à causa foi enviado para a agência, pelo Instituto Butantan, às 23h43 de terça-feira (10), de acordo com o comunicado desta quarta.

“A ANVISA entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG [evento adverso grave] inesperado e a vacina”, diz a nota.

O texto diz, ainda, que a Anvisa “não está divulgando a natureza” do evento adverso ocorrido “em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa” (leia detalhes da suspensão mais abaixo nesta reportagem).

Depois de suspender os testes, na segunda (9), a agência havia decidido, na terça-feira (10), que eles não seriam retomados até que os dados sobre o evento adverso fossem enviados pelo comitê internacional de segurança. Isso ocorreu, segundo o órgão, às 16h41 de terça.

Por Lara Pinheiro, Mariana Garcia e Patrícia Marques, G1 e TV Globo